6.8.07

Criado pelo Decreto-Lei nº373/87, de 9 de Dezembro, posteriormente regulamentado pelo Decreto-Regulamentar nº2/91, de 24 de Janeiro, o Parque Natural da Ria Formosa estende-se ao longo de 60km da costa sotavento do Algarve (e não Allgarve!), entre o Ancão (concelho de Loulé) e a Manta Rota (concelho V. R.Sto Antonio), ocupando cerca de 18400 hectares, distribuidos pelos concelhos de Olhão, Loulé, Tavira, V. R. de Sto António e Faro. Anteriormente a Ria Formosa tinha estatuto de Reserva Natural, instituído em 1978.

A maior parte desta área corresponde ao sistema lagunar da Ria Formosa, um cordão de ilhas e peninsulas arenosas que se estende mais ou menos paralelamente à costa, protegendo uma laguna onde se desenvolve um labirinto de sapais, canais, zonas de vasa e ilhotes.

Estas caracteristicas naturais e a sua situação geográfica elegem-na como àrea de grande importância do ponto de vista da avifauna, sobretudo a aquática. Nesta qualidade, pela Convenção de Ramsar (tratado inter-governamental adoptado em 1971 na cidade iraniana de Ramsar) o parque foi classificado como Zona Húmida de Interesse Internacional.

O parque constitui uma zona de invernada de aves provenientes do Norte e Centro da Europa, com destaque para algumas espécies de anatideos, como a piadeira (Anas penelope), o pato-trombeiro (Anas clypeata), o marrequinho-comum (Anas crecca) e o zarro-comum (Aithya ferina), e os limícolas, como o pilrito-comum (Calidris alpina), o fuselo (Limosa laponica), o maçarico-real (Numenius arquata) e a tarambola cinzenta (Pluvialis squatarola). Constitui também uma zona de passagem para as migrações entre o Norte da Europa e a África.

O interesse do Parque não se esgota na avifauna. Constitui uma área de grande interesse botânico; funciona como "viveiro" de espécies marinhas, algumas delas de valor comercial e é uma área importante de reprodução de moluscos bivalves.

O símbolo do Parque é o caimão-comum, espécie rara que em Portugal existe e se reproduz exclusivamente nestes lagos algarvios.

(clica na imagem para ver um camão real)

O Parque Natural da Ria Formosa tem sede em Olhão (perto do Parque de Campismo de Olhão, em Marim) e oferece aos seus visitantes um percurso pedestre de 3 Km, no qual pode visitar:

  • Uma estação romana do séc. IV, com vestígios de antigos tanques de salga de peixe;
  • Um moinho de maré
  • Uma barca de atum que levava o pescado às fábricas de conserva da área
  • Um observatório de aves em liberdade
  • Um aquário anexo ao Centro de Educação Ambiental
  • Centro de Recuperação de Aves, onde se reabilitam aves feridas
  • Centro de Reprodução e Criação de Cães-de-Água do Algarve

Poder-se-á ainda visitar o Chalet do Poeta João Lúcio onde funciona actualmente uma Ecoteca. Este Chalet e a extraordinária Quinta da Regaleira (em Sintra) são os únicos exemplos da arquitectura simbolista em Portugal. O passeio pelo Parque tem em média a duração de uma hora e trinta minutos, mas se tiver a curiosidade suficiente para explorar todo este habitat natural, pode demorar o dobro do tempo, contribuido para tal umas simpáticas cabanas de madeira estratégicamente construidas para, em silêncio, conseguir observar toda a fauna caracteristica do Parque.

Aqui em baixo ficam algumas fotografias do parque. Cliquem nelas para aumentar.

     


A Ria tem também uma enorme importância económica devido à variedade de peixe, marisco e bivalves, sobretudo para Olhão, cidade também conhecida por ser a capital da Ria Formosa. Aqui se cultiva a ameijoa, saindo desta área cerca de 80% do total de exportação do país. A dourada, o robalo e o atum são peixes abundantes.

Mais informações acerca do parque aqui...

Como chegar lá? Clica aqui...

Contactos do Parque:

Sede
Centro de Educação Ambiental de Marim - Quelfes
8700 OLHÃO

Tel.: (351) 289700210
Fax: (351) 289700219


17.7.07
Esta semana deixo-vos com o parque Natural do Sudoeste alentejano e Costa Vicentina que se localiza no sul do país como se pode ver no mapa:



Escolhi este destino visto que estamos em época de férias e muitas pessoas aproveitam para se dirigir ao sul do país, Algarve, e assim sendo podem fazer uma paragem no caminho e descobrir este local.

Uma pequena descrição do local:

Faixa litoral marginada por um planalto costeiro com falésias abruptas e muito recortadas que escondem pequenas praias de areia.

Acrescentem-se troços de arriba baixa, cordões dunares, um infindável cortejo de ilhotas e recifes, a ilha do Pessegueiro, o estuário do Mira, o cabo Sardão, o promontório de Sagres... Os xistos de Arrifana e Odeceixe e os calcários de Sagres contrastam com sistemas dunares tão diversos quanto os de Milfontes ou do Sardão. Há um estranho recife de coral na Carrapateira.

As plantas lutam contra a rudeza do solo e a franca exposição aos ventos e à salinidade marinha. Abundam os endemismos botânicos nomeadamente nas zonas de Sagres - São Vicente e Carrapateira. Há trechos bem conservados de vegetação dunar, um ou outro sapal e bosquetes de sobreiro e medronheiro em barrancos menos acessíveis.

Nas falésias poisam Corvos-marinhos e Pombos-da-rocha. As cegonhas e as garças levam o inédito ao ponto de erguerem ninhos em rochedos em pleno mar. Este litoral é ainda importante corredor migratório para numerosos passeriformes, limícolas, aves de presa e aves marinhas. Há populações costeiras de Lontra adaptadas à vida marinha e abundância de peixe.

Dizer Sudoeste é também falar em vestígios pré-históricos, testemunhos fenícios, árabes e romanos bem como construções defensivas de séculos mais recentes. Pequenos aglomerados dispersos fazem o presente, poiso de homens do campo, não raro, ligados ao mar. Aos que lá vivem juntam-se, cada vez mais, os que lá vão, atraídos por paisagens mais próximas da ideia que muitos se fazem do natural.

Para não massar com demasiada informação num só post aqui ficam alguns links para os interessados:

Como chegar

centros de informação

Património cultural

Fauna

Para além desta podem encontar ainda putras informações aqui  e aqui

Fiquem com algumas fotos:


um réptil do parque



Uma praia da costa vicentina


Mais uma foto duma praia


Uma espécie vegetal típica da região


Uma lontra


Fortaleza de Sagres



Um excelente sítio para conjugar muito do que a natureza tem de melhor, praia, campo e cultura. Um bom local para as férias de Verão e comunhão com a natureza
Link do postPor Marta Santos, às 10:28  Ver comentários (3) Comentar


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