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O Blog Verde

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Esta semana deixo-vos alguns conselhos de como poupar um bem essencial, a àgua!

Uma vez que a água é um recurso natural limitado e essencial à vida. A sua distribuição no planeta, e nosso país, não é uniforme. A sua falta é um problema mundial.

Aqui ficam alguns conselhos simples que todos podemos seguir...

Canalização: 

- Instale um misturador de água quente e fria nas torneiras, de forma a evitar desperdício de água;

- Não deixe as torneiras a pingar;

- Mantenha em bom estado a canalização de torneiras, autoclismo e máquinas. - Mande arranjá-los se perderem água;

- Se um cano rebentar chame de imediato um canalizador;

- Se detectar uma fuga de água na via pública (rua ou jardim) avise a Câmara Municipal ou outra entidade competente;


Casa de banho:

- Evite os banhos de imersão;

- Tome duches rápidos e não deixe a água a correr enquanto se ensaboa;

- Feche a torneira enquanto escova os dentes ou se barbeia;

- Descarregue o autoclismo só quando for necessário, não utilize como caixote do lixo;

- Reduza a quantidade de água por cada descarga do autoclismo. Para tal coloque no depósito uma garrafa de plástico cheia de água ou opte por um autoclismo com depósito duplo;


Cozinha:

- Na compra de electrodomésticos opte pelos de menor consumo de água e electricidade;

- Utilize as máquinas de lavar roupa e loiça com a carga completa. Uma máquina cheia consome menos água do que duas com a carga incompleta;

- Quando tiver pouca quantidade de roupa lave-a à mão. Aproveite alguma água para lavar o chão;

- Se lavar a loiça manualmente utilize a bacia do lava-loiça ou um alguidar. Evite lavá-la em água corrente mas, se o fizer, não deixe a água a correr continuamente. Antes da lavagem pode limpar a loiça com um papel e deixá-la "de molho";

Jardim:

- Nunca regue o jardim nas horas de maior calor. Se regar de manhã cedo ou à noite poupa a água que perde com o calor do sol;

- Se possível faça a rega com água de poços e ribeiros, recupere a água da chuva ou reutilize a de uso doméstico (ex: de lavagem de fruta e legumes);

- Utilizar sistemas de rega que sejam eficientes (gota-a-gota, etc).

- Há plantas que necessitam pouca água, evite regá-las sem necessidade;

- Opte pelo cultivo de plantas típicas da região porque estão melhor adaptadas ao clima;

- Cubra a terra do jardim com casca de pinheiro ou outro material apropriado. Desta forma diminui-se o contacto directo da luz solar com o solo, conservando a humidade da terra;

- Se tiver piscina cubra-a quando não estiver a ser utilizada e limpe o filtro frequentemente;


Lavagem do carro:

- Reduza o consumo de água na lavagem do carro. Procure lavá-lo com menos frequência;

- Opte por baldes de água; evite a utilização da mangueira mas, caso o faça, feche a torneira quando não estiver a utilizar a água;


Como cada vez mais, nos dias que correm, a ameaça de seca é um grave problema a ter em conta, achei por bem deixar-vos alguns conselhos sobre o que fazer durante um periodo de seca...

- Redobre os cuidados com a poupança da água.
- A seca pode dever-se à ausência ou diminuição de chuva ou, então, à dificuldade ou impossibilidade de fazer chegar a água às nossas casas, campos agrícolas ou indústrias;

- Não encha tanques ou piscinas, pode estar a gastar água necessária a outras pessoas;

- Feche ligeiramente as torneiras de segurança de modo a diminuir o caudal de água;

- Em caso de cortes de fornecimento de água armazene só a quantidade que vai necessitar. Se lhe sobrar água não a deite fora, reutilize-a;

- Durante uma seca a qualidade da água pode deteriorar-se. Em caso de dúvida ferva-a durante 10 minutos antes de a beber;



...e não se esquecam, o futuro do planeta passa por todos nós, estando dependente das acções que tomamos no nosso dia-a-dia!

 

 

Os resultados da sondagem sobre reciclagem de pilhas e acumuladores usados, encomendada pela Ecopilhas após a última exibição do anúncio que deu a conhecer os Pilhões aos portugueses, não deixam margem para dúvidas.

86% dos inquiridos afirma conhecer o nome dos recipientes onde devem ser colocadas as pilhas e acumuladores usados, 78% revela preocupar-se com a sua reciclagem e apenas 8% assume colocar estes resíduos no lixo comum.


Em Agosto de 2006 16% dos inquiridos respondeu nem sempre colocar os resíduos de pilhas e acumuladores inutilizados nos Pilhões, assegurando desta forma o seu encaminhamento para reciclagem. Seis meses depois esse mesmo indicador baixou para apenas 8% - metade do registo anterior!

 

Fonte: Ecopilhas

A Plataforma Transgénicos Fora disse hoje que a informação divulgada pelo Ministério da Agricultura sobre a área cultivada com milho transgénico em Portugal é insuficiente.






Nota: mais uma vez afirmo que não sou contra os trangénicos, mas também não concordo com a falta de informação que há e é disponibilizada sobre o assunto, nomeadamente neste caso.
24 Jul, 2007

Paúl da Tornada

Hoje vou deixar-vos com um local que ficando próximo da minha área de residência nunca visitei, mas prometo que vou tentar passar por lá para captar umas imagens. Por agora fiquem com o que a web apresenta:

Paúl da Tornada







Situado na freguesia portuguesa de Tornada, no concelho de Caldas da Rainha, o Paul de Tornada é uma zona húmida de água doce de baixa profundidade, com uma área de 46 ha.
A zona central, permanentemente alagada, é limitada por duas valas de drenagem - Vala da Palhagueira e Vala do Guarda-Mato, e é atravessada ao meio por outra vala - Vala do Meio. Encontra-se rodeada por terrenos alagadiços, que estão cobertos por água geralmente durante o Inverno.
Designado como reserva ecológica, é considerado como tendo grande valor para a educação ambiental. É local de desova e crescimento de muitos peixes e anfíbios bem como local de alimentação para muitos outros animais. Anualmente recebe muitas aves migratórias.

No Paul de Tornada foram recenseadas 122 espécies de vertebrados, das quais 66 estão protegidas pela Convenção de Berna, 15 das quais são espécies ameaçadas, que constam no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

O Paul é um vestígio de um passado longínquo em que o mar penetrava mais profundamente na faixa de sedimentos jurássicos do Vale Tifónico das Caldas da Rainha, e em que o Rio de Tornada era navegável.

Como chegar:




A Flora (ver mais aqui)

Em locais temporariamente alagados, junto às valas, crescem lírios-dos-pântanos ( Iris pseudacorus) e tabúas (Typha latifolia eTypha angustifolia).
Os terrenos baixos e planos, estão cobertos por caniço (Phragmites australis), excepto em algumas áreas interiores onde a água é mais profunda. A zona permanentemente alagada apresenta algumas áreas de água livre, mais profunda, formando pequenas lagoas no Centro do Paul. As espécies vegetais mais abundantes são o Polygonum amphibium e Ceratophyllum demersum.











A Fauna (ver mais aqui)

Para a avifauna a relevância ecológica do Paul reside no facto de se constituir como um importante ponto de apoio às rotas de migração de algumas espécies, algumas das quais encontram no Paul as condições adequadas para a nidificação e também por sem duvida constituir um local importante para a conservação das aves de caniçal do nosso país.
De destacar como espécies de nidificação temos a Garça-pequena, a Garça-vermelha, o Papa-ratos e o Perna-longa quatro espécies ameaçadas.
De entre as espécies insectívoras estivais assinalamos o Andorinhão-preto, a Andorinha-das-chaminés, a Andorinha-dos-beirais, o Rouxinol-pequeno-dos-caniços e o Rouxinol-grande-dos-caniços.
Durante as migrações algumas espécies de aves usam o Paul apenas por dias para se alimentarem e descansar. Do conjunto de espécies migradoras de passagem salientamos o Pisco-de-peito-azul, por se tratar de uma espécie bastante rara no nosso país, a Felosa -dos-juncos, o Cartaxo-do-norte e a Alvéola-amarela.
Uma espécie prioritária invernante no Paul é a Franga-d’água-grande. Ocasionalmente surgem o Milhafre-preto e o Tartaranhão-dos-paúis. Embora irregularmente ocorrem também o Peneireiro-cinzento, a Coruja-das-torres, o Açor e o Gavião-da-europa.
A expansão de espécies exóticas é também visível no Paul de Tornada entre os quais encontramos o Tecelão-de-cabeça-preta e o Bico-de-lacre, ambas as espécies já nidificantes neste local.
O final do Verão será sem duvida o melhor período para se visitar o Paul, altura em que os níveis de água atingem o seu mínimo facilitando a observação de algumas limícolas à procura de alimento nas lamas expostas.
De grande importância não apenas pelo elenco avifaunístico o Paul de Tornada tem também como habitantes “ilustres” espécies, que outrora comuns, têm vindo a diminuir drasticamente o seu número de efectivos e a sua área de distribuição, vitimas de perseguição e destruição de habitat. A Lontra, com toda a sua graciosidade, e o Cágado-de-carapaça-estriada são bons exemplos desta situação. Também espécies como a Doninha, o Texugo, o Musaranho-de-dentes-vermelhos, o Licranço, o Lagarto-de-água, a Rela, o Cágado -leproso e a Cobra-de-colar procuram no Paúl um ponto de refugio à falta de sensibilização e a todas as atrocidades de que têm sido vitimas.




Guarda-Rios



1. Estorninho-preto (Sturnus unicolor) 2. Frango-d'água (Rallus aquaticus), 3. Pintassilgo (Carduelis carduelis), 4. Rouxinol-bravo (Cettia cetti), 5. Olho e sol.../Eye and sun..., 6. Chapim-azul (Parus caeruleus), 7. Escrevedeira-dos-caniços ♀ (Emberiza shoeniclus), 8. Fuinha-dos juncos (Cisticola juncidis), 9. Toutinegra-de-barrete ♀ (Sylvia atricapilla)

Anilhagem no Paul da Tornada

Ver mais imagens aqui







Espero que tenham gostado, ficam prometidas fotos de uma visita pessoal, para quando é que não sei. Mais informações contactem-me por e-mail ou deixem comentários.

Sabiam que o chorão, uma planta muito característica nos dias de hoje nas dunas das praias do litoral português, é uma planta com o estatuto de planta infestante?

Esta planta é facilmente reconhecida, sendo um cametófito rastejante de caules que podem atingir vários metros. As folhas são carnudas com secção triangular e ápice agudo. As flores, com um diametro de 5 a 9 centímetros, costumam ser amarelas ou purpurescentes.

De origem africana, o Carpobrotus edulis foi introduzida em Portugal para fins ornamentais e cultivada frequentemente para fixação de dunas.

A grande facilidade de invasão desta planta deve-se ao seuvigoroso crescimento vegetativo, levando á formação de extensos tapetes contínuos, impenetráveis, que substituem a vegetação nativa e impedem o seu (re)estabelecimento. Promove a acidificação dos solos facilitando o seu próprio desenvolvimento. Os frutos são comidos por pequenos mamíferos que dispersam as suas sementes. O facto de impedirem o (re)estabelecimento da flora nativa das dunas, provoca o seu desaparecimento, acabando assim a primeira defesa natural contra a subida do mar, provocando situações como esta:

As plantas nativas (imagem inferior) com as suas raízes longas e fortes penetram na areia formando uma estrutura de suporte para as dunas, mas o chorão (imagem superior) com as suas raízes superficiais não ajuda no suporte das dunas.

Não desprezando o factor humano na destruição das dunas em Portugal, o chorão é considerado um dos principais destruidores dunares.

A Universidade do Algarve já tem promovido algumas campanhas de sensibilização, e controlo desta praga, das populações residentes a fim de tentar combater esta planta mas, com a continua falta de informação e o desinteresse tanto da população como dos políticos, têm tornado ineficaz todo o esforço realizado uma vez que as zonas que sofreram este controlo acabaram por ser reinvadidas.

  

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