13.11.07

Não param de chegar balanços das consequências da tempestade que assolou o mar de Azov e mar Negre.

 


 

Cerca de duas mil toneladas de fuelóleo foram derramadas no mar no estreito de Kerch, onde domingo naufragaram quatro navios, declarou hoje um funcionário do Ministério para Situações de Emergência russo.

 

De acordo com o mesmo funcionário, o combustível afectou já dois lugares na costa. Um, nos arredores da aldeia Ilitch, onde a mancha petrolífera se estende por 800 metros, e outro, ao largo da língua de areia de Tuzla.

 

Mais de 600 pessoas, entre eles socorristas, funcionários dos serviços municipais e cadetes, participam na operação de limpeza no litoral, mas o mau tempo continua a dificultar os trabalhos.

 

O Ministério para Situações de Emergência da Rússia prevê para hoje um agravamento do estado do tempo e do mar, com rajadas de ventos até 170 quilómetros por hora e ondas até quatro metros, não excluindo a possibilidade de "situações críticas ligadas a estragos nos navios que se encontram no mar alto e nos portos, bem como a danos nos cais de protecção dos portos".

 

Para evitar que a mancha de petróleo entre no Mar de Azov, as autoridades decidiram instalar uma barreira especial no estreito de Kerch.

 

"A barreira será instalada entre o cabo de Tuzla, na Península de Taman na Rússia e a ilha ucraniana de Tuzla", declarou Tatiana Kobzarenko, dos serviços de emergência russos, precisando que a distância entre o cabo e a ilha é de cerca de dez quilómetros.

 

A contaminação causou "um prejuízo colossal aos recursos piscícolas" do estreito de Kerch, local de migração entre os mares Negro e de Azov para várias espécies raras, advertiu a organização não governamental russa "Guarda Ecológica para o Cáucaso do Norte".

 

Esta zona é o habitat do golfinho mular (Tursiops Truncatus), incluído no Livro Vermelho de espécies protegidas a nível nacional e internacional, de acordo com um comunicado publicado pela organização.

 

Os ecologistas afirmaram que nos portos locais não há equipamentos técnicos para recolher o combustível derramado e que alguns dos navios afundados, como o "Volgoneft-139", não estavam preparados para a navegação durante um temporal.

 

Quanto ao enxofre, não era transportado em contentores herméticos, como afirmaram as autoridades, mas "a granel dentro dos porões" dos cargueiros que se afundaram,

disseram.

 

O chefe adjunto do Serviço Federal de Protecção da Natureza (Rosprirodnadzor), Oleg Mitvol, admitiu o risco de chuvas ácidas na zona do estreito de Kerch.

 

"As chuvas ácidas poderão estar ligadas à grande quantidade de enxofre que caiu ao mar", declarou Mitvol.

Sapo Notícias / Lusa

Link do postPor AndréV, às 11:51  Comentar

12.11.07

 

 

Dezenas de milhares de aves morreram na costa da região russa de Krasnodar ou vão acabar por morrer devido às toneladas de combustível derramado por um dos cinco cargueiros naufragados no Mar de Azov devido ao mau tempo.

Segundo os últimos dados, 30.000 aves morreram no litoral e outras tantas estão cobertas de fuelóleo, o que significa que também morrerão com muita probabilidade", declarou um representante da Administração regional à agência Ria-Novosti.             

Além das toneladas de combustível derramadas no domingo, que as autoridades calculam entre 1.300 e 4.500, existe o perigo de novos derrames.            

"Continuam encalhadas duas barcaças que têm a bordo quase oito mil toneladas de produtos petrolíferos e, segundo as previsões meteorológicas, o temporal e a forte agitação do mar manter-se-ão até finais da semana", disse a mesma fonte.             

Hoje à noite esperam-se na região ventos da ordem dos 90 km/h, o que já levou à suspensão das operações de busca de 20 marinheiros que continuam desaparecidos, bem como dos trabalhos de limpeza da costa.            

"As 4.000 toneladas de petróleo podem teoricamente estender-se a uma área de 48 mil quilómetros quadrados, ou seja, a mais de 8% da área do Mar Azov", disse, por seu lado, Evgueni Chvartz, director da secção russa da Fundação da Natureza Selvagem.             

Cinco navios de carga afundaram-se e outros dois continuam à deriva devido aos fortes ventos e ondulação registados domingo no Mar Negro.        

Segundo o Ministério para Situações de Emergência da Rússia, trata-se da maior catástrofe ocorrida nos mares Negro e de Azov.             

"As consequências (ambientais) poderão fazer-se sentir durante meses, anos, décadas. As medidas que as equipas de salvamento estão a tomar são tudo o que podem fazer, mas de pouco servem", afirmou Vladimir Tchuprov, da organização ecologista Greenpeace.

Jornal de Notícias


11.11.07

Petroleiro russo parte-se ao meio e derrama toneladas de combustível no mar Negro.

Um petroleiro russo que transportava quatro mil toneladas de fuelóleo naufragou hoje à entrada do porto de Kavkaz , junto ao estreito de Kerch , que liga os mares de Azov e Negro, informou o Ministério das Situações de Emergência russo. Horas depois um navio que transportava enxofre afundou-se no mesmo porto de Kavkaz . Há ainda um terceiro em risco de naufragar.  

 

"O derramamento de petróleo é um grande problema, mas é ainda mais grave a carga de enxofre que se afundou. A dimensão do prejuízo ecológico depende das operações do Ministério para as Situações de Emergência, mas, em qualquer dos casos, trata-se de uma séria catástrofe ecológica".

 

NOTA [18:30] - Sobe para 5 os navios afundados.
Link do postPor AndréV, às 12:05  Comentar


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