29.7.08

 

 

A Área Protegida do Litoral de Esposende (APLE) fica situada no concelho de Esposende e abrange as freguesias de Esposende, Marinhas, Apúlia e Ofir, tendo sido requalificada para Parque Natural do Litoral Norte. Os seus limites também foram alterados, a área ocupada passou de 440 h para 8887 h, incluindo área marinha até às 2,5 milhas.

 

É constituída por praias e dunas, às quais se associam rochedos costeiros, os estuários dos rios Cávado e Neiva, manchas de pinhal e mata, paisagens rurais e agrícolas. Esta área tem uma já longa tradição agrícola, especialmente na apanha do sargaço (algas do marinho) e do pilado (pequenos crustáceos) e no cultivo das masseiras.

 

 

Em termos de flora, a vegetação dunar é fundamental pelo seu papel decisivo na fixação das areias. Aqui se encontram espécies como o cardo-marinho, o estorno e os cordeirinhos-da-praia. Nas zonas de transição para o mato surgem algumas espécies exóticas como o chorão e a acácia, e mais para o interior existem manchas de pinheiro-bravo.

 

Na fauna há uma predominância da avifauna, sendo observáveis diversas espécies migradoras e residentes como a garça-real, o pato-real e o guarda-rios comum. A lampreia, a enguia, o robalo e a tainha são os peixes mais abundantes.

 

De referir ainda um dos elementos mais emblemáticos desta área de paisagem protegida: os característicos moinhos de vento espalhados ao longo do areal da Apúlia, singelas construções magnificamente integradas na paisagem.

 

Existem também vários percursos pedestres/interpretativos!

 

Fonte: Lifecooler

 

 

Para mais informações consultar APLE - Área Protegida do Litoral de Esposende

 

Link do postPor Daniela, às 21:03  Comentar

27.5.08

 

O Parque Natural do Alvão é uma área protegida de Portugal que possui reduzidas dimensões e situada entre os concelhos de Mondim de Basto e Vila Real. Foi criado em 1983.

A principal curiosidade geológica é a queda de água conhecida como as "Fisgas de Ermelo".

A fauna característica é:

  • Águia-real (praticamente extinta);
  • Lobo-ibérico (Canis lupus signatus);
  • Gato-bravo
  • Toupeira-de-água
  • Falcão-peregrino

É uma serra de grande beleza. Vale mesmo a pena uma visita se for do Norte, ou até mesmo do Sul. É uma óptima alternativa à Serra da Estrela no Inverno se quiser apenas disfrutar da neve por algumas horas. Aproveite depois para dar um salto a Mondim de Basto e o imponente monte Farinha ou, popularmente chamado, Sr.ª da Graça. Se quiser fique alojado no Aqua Hotel de Mondim de Basto ****, que possui belíssimas vistas para o rio Tâmega. Uma visita extremamente relaxante.

 


13.5.08

 

A Pateira de Fermentelos é uma lagoa natural, localizada no triângulo Águeda, Aveiro, Oliveira do Bairro, antes da confluência do Rio Cértima com o Rio Águeda, pertencendo na sua parte Sul ao Concelho de Águeda (freguesias de Ois da Ribeira, Espinhel e Fermentelos).

Considerada uma zona húmida de elevada riqueza ecológica, a Pateira de Fermentelos desde cedo se tornou um sistema em que as actividades humanas se integravam perfeitamente na sua dinâmica, permitindo assim a manutenção da lagoa. A prática de uma agricultura drenante e a recolha constante do moliço (para posterior utilização como adubo natural), permitiu a manutenção de uma significativa superfície livre de água e impediu o avanço do pântano. Este equilíbrio, entre a actividade agrícola e a recolha do moliço, conduziu a uma paisagem humanizada de elevada organização e diversidade, na qual a lagoa atingia a sua maior dimensão.

No entanto, as alterações económicas e sociais operadas por volta dos anos 60, reduziram progressivamente a prática de recolha do moliço, permitindo assim o seu livre desenvolvimento. Este processo foi ainda grandemente acelerado pela descarga de esgotos, efluentes orgânicos e industriais e drenagem dos terrenos agrícolas envolventes.

 

Texto retirado de página da C. M. de Águeda

 


25.3.08

 

O rio Sabor nasce na Galiza, na serra de Colebra e percorre cerca de 120 quilómetros até desaguar no rio Douro perto da vila de Torre de Moncorvo. É considerado um dos rios mais puros de Portugal.

 

Recentemente, surgiu a polémica da construção de uma barragem no baixo Sabor. Muitos defendem a construção da barragem defendendo que a região de Trás-os-montes necessita de desenvolvimento, outros defendem que não, e porquê?

 

O Baixo Sabor possui um valor ecológico único e insubstituível. Nesta área ocorre uma flora e vegetação de características ímpares em Portugal, onde se destacam as particulares comunidades associadas aos leitos de cheias. No vale do Sabor surgem também os mais extensos e bem conservados azinhais e sobreirais de Trás-os-Montes. Esta área apresenta ainda uma elevada diversidade de habitats. A importância desta área é atestada pela qualificação de parte do seu troço na Rede Natura 2000. Ao longo do rio Sabor ocorre uma importante comunidade de aves rupícolas (Grifos, Águia de Bonelli, Águia-real, Britango, Falcão Peregrino, Cegonha Preta, Bufo-real…), facto que motivou a sua inclusão numa Zona de Protecção Especial (ZPE) e numa IBA (Important Bird Area, BirdLife International). O Vale do Sabor constitui um importante refúgio e corredor ecológico para uma comunidade faunística muito diversificada, onde se salientam espécies como o lobo, o corço, o gato-bravo, a toupeira-d’água e a lontra, e representa o principal local de desova e alevinagem da comunidade piscícola de uma vasta área (desde o Sabor até à albufeira da Valeira no Douro). O rio Sabor é um dos últimos rios não represados e é provavelmente aquele que se encontra mais próximo do estado natural em Portugal, constituindo o último reduto de um território outrora fértil em rios e paisagens notáveis.
As grandes barragens apresentam impactos demasiado elevados irreversíveis (destruição de ecossistemas de grande valor, extinção e redução substancial de espécies de peixes migradores e residentes, respectivamente, contaminação das reservas de água, retenção de sedimentos e nutrientes, etc.), e têm um tempo de vida útil baixo (em média entre 50 e 70 anos), pelo que devem ser evitadas a todo o custo.
A importância natural do vale do rio Sabor justifica amplamente a sua classificação como área protegida de interesse nacional. Além disso, numa conjuntura internacional cada vez mais favorável a um desenvolvimento local e regional integrado, respeitando e valorizando todas as valências do território, as paisagens únicas deste vale, a sua rica fauna e flora, as excelentes condições do rio para a prática de desportos de águas bravas e o património histórico e cultural associado, constituem recursos valiosos para um turismo de contacto com a natureza e para uma aposta inovadora e inteligente no desenvolvimento sustentável. Pelo contrário, a construção dabarragem do Baixo Sabor significa a destruição irreversível de culturas prioritárias, como o vale de Felgar ( uma das zonas mais férteis de toda a província de Trás-os-Montes) onde se produz anualmente cerca de 60.000 litros de azeite de elevada qualidade, e importantes valores naturais e culturais da região, promovendo o abandono progressivo dos territórios rurais, bem exemplificado na vizinha barragem do Pocinho, cuja povoação se encontra em estado de quase abandono e bastante deteriorada.
Sítios Interessantes
Sabor com Barragem (sítio a favor da construção da barragem)

6.8.07

Criado pelo Decreto-Lei nº373/87, de 9 de Dezembro, posteriormente regulamentado pelo Decreto-Regulamentar nº2/91, de 24 de Janeiro, o Parque Natural da Ria Formosa estende-se ao longo de 60km da costa sotavento do Algarve (e não Allgarve!), entre o Ancão (concelho de Loulé) e a Manta Rota (concelho V. R.Sto Antonio), ocupando cerca de 18400 hectares, distribuidos pelos concelhos de Olhão, Loulé, Tavira, V. R. de Sto António e Faro. Anteriormente a Ria Formosa tinha estatuto de Reserva Natural, instituído em 1978.

A maior parte desta área corresponde ao sistema lagunar da Ria Formosa, um cordão de ilhas e peninsulas arenosas que se estende mais ou menos paralelamente à costa, protegendo uma laguna onde se desenvolve um labirinto de sapais, canais, zonas de vasa e ilhotes.

Estas caracteristicas naturais e a sua situação geográfica elegem-na como àrea de grande importância do ponto de vista da avifauna, sobretudo a aquática. Nesta qualidade, pela Convenção de Ramsar (tratado inter-governamental adoptado em 1971 na cidade iraniana de Ramsar) o parque foi classificado como Zona Húmida de Interesse Internacional.

O parque constitui uma zona de invernada de aves provenientes do Norte e Centro da Europa, com destaque para algumas espécies de anatideos, como a piadeira (Anas penelope), o pato-trombeiro (Anas clypeata), o marrequinho-comum (Anas crecca) e o zarro-comum (Aithya ferina), e os limícolas, como o pilrito-comum (Calidris alpina), o fuselo (Limosa laponica), o maçarico-real (Numenius arquata) e a tarambola cinzenta (Pluvialis squatarola). Constitui também uma zona de passagem para as migrações entre o Norte da Europa e a África.

O interesse do Parque não se esgota na avifauna. Constitui uma área de grande interesse botânico; funciona como "viveiro" de espécies marinhas, algumas delas de valor comercial e é uma área importante de reprodução de moluscos bivalves.

O símbolo do Parque é o caimão-comum, espécie rara que em Portugal existe e se reproduz exclusivamente nestes lagos algarvios.

(clica na imagem para ver um camão real)

O Parque Natural da Ria Formosa tem sede em Olhão (perto do Parque de Campismo de Olhão, em Marim) e oferece aos seus visitantes um percurso pedestre de 3 Km, no qual pode visitar:

  • Uma estação romana do séc. IV, com vestígios de antigos tanques de salga de peixe;
  • Um moinho de maré
  • Uma barca de atum que levava o pescado às fábricas de conserva da área
  • Um observatório de aves em liberdade
  • Um aquário anexo ao Centro de Educação Ambiental
  • Centro de Recuperação de Aves, onde se reabilitam aves feridas
  • Centro de Reprodução e Criação de Cães-de-Água do Algarve

Poder-se-á ainda visitar o Chalet do Poeta João Lúcio onde funciona actualmente uma Ecoteca. Este Chalet e a extraordinária Quinta da Regaleira (em Sintra) são os únicos exemplos da arquitectura simbolista em Portugal. O passeio pelo Parque tem em média a duração de uma hora e trinta minutos, mas se tiver a curiosidade suficiente para explorar todo este habitat natural, pode demorar o dobro do tempo, contribuido para tal umas simpáticas cabanas de madeira estratégicamente construidas para, em silêncio, conseguir observar toda a fauna caracteristica do Parque.

Aqui em baixo ficam algumas fotografias do parque. Cliquem nelas para aumentar.

     


A Ria tem também uma enorme importância económica devido à variedade de peixe, marisco e bivalves, sobretudo para Olhão, cidade também conhecida por ser a capital da Ria Formosa. Aqui se cultiva a ameijoa, saindo desta área cerca de 80% do total de exportação do país. A dourada, o robalo e o atum são peixes abundantes.

Mais informações acerca do parque aqui...

Como chegar lá? Clica aqui...

Contactos do Parque:

Sede
Centro de Educação Ambiental de Marim - Quelfes
8700 OLHÃO

Tel.: (351) 289700210
Fax: (351) 289700219


31.7.07
Esta semana e em sequência do post acerca do lince ibérico vou apresentar-vos a serra da Malcata, situada entre a Guarda e Castelo Branco, bem num interior do país. Infelizmente não tive muito tempo para fazer um trabalho como eu gosto com mais imagens e mais informação, mas infelizmente aliado à falta de tempo e excesso de calor, o que causa preguiça a minha net não ajudou nada pois estava constantemente a bloquear.




Paredes meias com Espanha, a Malcata é terra de horizontes, suavemente, ondulados sem qualquer acidente evidente a quebrar-lhe a forma. Nas vertentes mais sombrias ou em depressões mais profundas surgem bosquetes de carvalho e florescem giestas, medronheiros e urzes.


Nas encostas mais quentes, o azinhal coabita com o manto viscoso das estevas. As linhas de água são decoradas por galerias de amieiros, freixos e salgueiros. Aqui e além escondem-se aveleiras e cerejeiras-bravas, carquejas, folhados, castanheiros e sobreiros. Arborizações recentes e uniformes, assentam em pinheiro e eucalipto. A cota mais elevada situa-se no Alto da Machoca, com 1.078 metros

Terra de matagal mediterrânico, a Malcata é, também, terra de lince, o mamífero mais ameaçado no nosso território. Espécie em perigo de extinção segundo os Livros Vermelhos de Portugal, Espanha e da UICN; espécie estritamente protegida pela Convenção de Berna; espécie de interesse comunitário que requer a designação de zonas especiais de conservação exigindo uma protecção rigorosa de acordo com a Directiva Habitats da União Europeia; espécie cujo comércio está sujeito a estrita regulamentação pela Convenção Cites... Quiçá, bem escondido por entre a folhagem, o lince furta-se ao olhar fazendo-nos, inclusive, duvidar da sua própria presença.

Entretanto, esforços ingentes estão a ser feitos de modo a garantir a sua salvaguarda.



 

 

É uma zona rica em diversos habitats naturais como:

  • Florestas e matas (floresta com espécies de folha caduca;

  • floresta com espécies de folha persistente),

  • Matos (matos esclerófilos),

  • Zonas húmidas (águas paradas doces);

  • cursos de água; vegetação ribeirinha),

  • Áreas rochosas (falésias/fragas rochosas),

  • Zonas artificiais (terra arada; campos e pomares perenes; plantações florestais)






Fauna (ver mais
aqui):

Esta zona tem uma importante fauna onde se destaca o Lince Ibérico já acima referido entre outros mamíferos como o gato selvagem
O sítio tem importância para aves de rapina nidificantes, sendo um dos dois sítios conhecidos onde já se verificou a nidificação de Abutre-preto. E onde habitam um significativo número de aves em perigo.
A sua natureza permite a existência de um elevado número de répteis anfíbios e os seus cursos de água diversas espécies piscícolas.








Flora (ver mais aqui)

Na zona sul da serra, a exploração mais do que centenária do solo, provocando a sua erosão conduziu à substituição do sobro (Quercus suber) pelo azinho (Quercus rotundifolia), árvore menos exigente e melhor adaptado a solos pobres e pedregosos.
A rarefacção do sobreiro é evidente; a azinheira surge isoladamente ou em pequenos grupos, dispersa pelos matos, bem como em pequenos bosquetes localizados ao longo do rio Bazágueda e seus afluentes em locais de difícil acesso.
Nas regiões centro e norte da Reserva Natural a vegetação arbórea é dominada pelo carvalho negral ou carvalho pardo das Beiras (Quercus pyrenaica).

Os matos são o elemento dominante do coberto vegetal da Reserva Natural da Serra da Malcata apresentando aspectos distintos conforme aparecem em exposição setentrional ou meridional, em maior ou menor altitude ou consoante a composição florística das formações arbóreas que os originaram.


Ao longo das principais linhas de água - rios Bazágueda e Côa e ribeira da Meimoa - encontram-se bosques ripícolas de apreciável dimensão.

Como chegar (ver aqui)


 



 


 


Podem sempre consultar aqui os caminhos pedestres da zona para uma maior comunhão com a natureza.


Link do postPor Marta Santos, às 00:00  Comentar

24.7.07
Hoje vou deixar-vos com um local que ficando próximo da minha área de residência nunca visitei, mas prometo que vou tentar passar por lá para captar umas imagens. Por agora fiquem com o que a web apresenta:

Paúl da Tornada







Situado na freguesia portuguesa de Tornada, no concelho de Caldas da Rainha, o Paul de Tornada é uma zona húmida de água doce de baixa profundidade, com uma área de 46 ha.
A zona central, permanentemente alagada, é limitada por duas valas de drenagem - Vala da Palhagueira e Vala do Guarda-Mato, e é atravessada ao meio por outra vala - Vala do Meio. Encontra-se rodeada por terrenos alagadiços, que estão cobertos por água geralmente durante o Inverno.
Designado como reserva ecológica, é considerado como tendo grande valor para a educação ambiental. É local de desova e crescimento de muitos peixes e anfíbios bem como local de alimentação para muitos outros animais. Anualmente recebe muitas aves migratórias.

No Paul de Tornada foram recenseadas 122 espécies de vertebrados, das quais 66 estão protegidas pela Convenção de Berna, 15 das quais são espécies ameaçadas, que constam no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal.

O Paul é um vestígio de um passado longínquo em que o mar penetrava mais profundamente na faixa de sedimentos jurássicos do Vale Tifónico das Caldas da Rainha, e em que o Rio de Tornada era navegável.

Como chegar:




A Flora (ver mais aqui)

Em locais temporariamente alagados, junto às valas, crescem lírios-dos-pântanos ( Iris pseudacorus) e tabúas (Typha latifolia eTypha angustifolia).
Os terrenos baixos e planos, estão cobertos por caniço (Phragmites australis), excepto em algumas áreas interiores onde a água é mais profunda. A zona permanentemente alagada apresenta algumas áreas de água livre, mais profunda, formando pequenas lagoas no Centro do Paul. As espécies vegetais mais abundantes são o Polygonum amphibium e Ceratophyllum demersum.











A Fauna (ver mais aqui)

Para a avifauna a relevância ecológica do Paul reside no facto de se constituir como um importante ponto de apoio às rotas de migração de algumas espécies, algumas das quais encontram no Paul as condições adequadas para a nidificação e também por sem duvida constituir um local importante para a conservação das aves de caniçal do nosso país.
De destacar como espécies de nidificação temos a Garça-pequena, a Garça-vermelha, o Papa-ratos e o Perna-longa quatro espécies ameaçadas.
De entre as espécies insectívoras estivais assinalamos o Andorinhão-preto, a Andorinha-das-chaminés, a Andorinha-dos-beirais, o Rouxinol-pequeno-dos-caniços e o Rouxinol-grande-dos-caniços.
Durante as migrações algumas espécies de aves usam o Paul apenas por dias para se alimentarem e descansar. Do conjunto de espécies migradoras de passagem salientamos o Pisco-de-peito-azul, por se tratar de uma espécie bastante rara no nosso país, a Felosa -dos-juncos, o Cartaxo-do-norte e a Alvéola-amarela.
Uma espécie prioritária invernante no Paul é a Franga-d’água-grande. Ocasionalmente surgem o Milhafre-preto e o Tartaranhão-dos-paúis. Embora irregularmente ocorrem também o Peneireiro-cinzento, a Coruja-das-torres, o Açor e o Gavião-da-europa.
A expansão de espécies exóticas é também visível no Paul de Tornada entre os quais encontramos o Tecelão-de-cabeça-preta e o Bico-de-lacre, ambas as espécies já nidificantes neste local.
O final do Verão será sem duvida o melhor período para se visitar o Paul, altura em que os níveis de água atingem o seu mínimo facilitando a observação de algumas limícolas à procura de alimento nas lamas expostas.
De grande importância não apenas pelo elenco avifaunístico o Paul de Tornada tem também como habitantes “ilustres” espécies, que outrora comuns, têm vindo a diminuir drasticamente o seu número de efectivos e a sua área de distribuição, vitimas de perseguição e destruição de habitat. A Lontra, com toda a sua graciosidade, e o Cágado-de-carapaça-estriada são bons exemplos desta situação. Também espécies como a Doninha, o Texugo, o Musaranho-de-dentes-vermelhos, o Licranço, o Lagarto-de-água, a Rela, o Cágado -leproso e a Cobra-de-colar procuram no Paúl um ponto de refugio à falta de sensibilização e a todas as atrocidades de que têm sido vitimas.




Guarda-Rios



1. Estorninho-preto (Sturnus unicolor) 2. Frango-d'água (Rallus aquaticus), 3. Pintassilgo (Carduelis carduelis), 4. Rouxinol-bravo (Cettia cetti), 5. Olho e sol.../Eye and sun..., 6. Chapim-azul (Parus caeruleus), 7. Escrevedeira-dos-caniços ♀ (Emberiza shoeniclus), 8. Fuinha-dos juncos (Cisticola juncidis), 9. Toutinegra-de-barrete ♀ (Sylvia atricapilla)

Anilhagem no Paul da Tornada

Ver mais imagens aqui







Espero que tenham gostado, ficam prometidas fotos de uma visita pessoal, para quando é que não sei. Mais informações contactem-me por e-mail ou deixem comentários.
Link do postPor Marta Santos, às 00:12  Ver comentários (4) Comentar

17.7.07
Esta semana deixo-vos com o parque Natural do Sudoeste alentejano e Costa Vicentina que se localiza no sul do país como se pode ver no mapa:



Escolhi este destino visto que estamos em época de férias e muitas pessoas aproveitam para se dirigir ao sul do país, Algarve, e assim sendo podem fazer uma paragem no caminho e descobrir este local.

Uma pequena descrição do local:

Faixa litoral marginada por um planalto costeiro com falésias abruptas e muito recortadas que escondem pequenas praias de areia.

Acrescentem-se troços de arriba baixa, cordões dunares, um infindável cortejo de ilhotas e recifes, a ilha do Pessegueiro, o estuário do Mira, o cabo Sardão, o promontório de Sagres... Os xistos de Arrifana e Odeceixe e os calcários de Sagres contrastam com sistemas dunares tão diversos quanto os de Milfontes ou do Sardão. Há um estranho recife de coral na Carrapateira.

As plantas lutam contra a rudeza do solo e a franca exposição aos ventos e à salinidade marinha. Abundam os endemismos botânicos nomeadamente nas zonas de Sagres - São Vicente e Carrapateira. Há trechos bem conservados de vegetação dunar, um ou outro sapal e bosquetes de sobreiro e medronheiro em barrancos menos acessíveis.

Nas falésias poisam Corvos-marinhos e Pombos-da-rocha. As cegonhas e as garças levam o inédito ao ponto de erguerem ninhos em rochedos em pleno mar. Este litoral é ainda importante corredor migratório para numerosos passeriformes, limícolas, aves de presa e aves marinhas. Há populações costeiras de Lontra adaptadas à vida marinha e abundância de peixe.

Dizer Sudoeste é também falar em vestígios pré-históricos, testemunhos fenícios, árabes e romanos bem como construções defensivas de séculos mais recentes. Pequenos aglomerados dispersos fazem o presente, poiso de homens do campo, não raro, ligados ao mar. Aos que lá vivem juntam-se, cada vez mais, os que lá vão, atraídos por paisagens mais próximas da ideia que muitos se fazem do natural.

Para não massar com demasiada informação num só post aqui ficam alguns links para os interessados:

Como chegar

centros de informação

Património cultural

Fauna

Para além desta podem encontar ainda putras informações aqui  e aqui

Fiquem com algumas fotos:


um réptil do parque



Uma praia da costa vicentina


Mais uma foto duma praia


Uma espécie vegetal típica da região


Uma lontra


Fortaleza de Sagres



Um excelente sítio para conjugar muito do que a natureza tem de melhor, praia, campo e cultura. Um bom local para as férias de Verão e comunhão com a natureza
Link do postPor Marta Santos, às 10:28  Ver comentários (3) Comentar

8.7.07
O secretário de estado do Ambiente assinou uma carta de compromisso com o município de Peniche para dotar a ilha Berlenga de infra-estruturas de geração de energia, produção de água potável e do tratamento de águas residuais.
Trata-se do primeiro passo do caminho da sustentabilidade da própria reserva Natural, minimizando assim a presença humana e tem também em vista a candidatura à Reserva da Biosfera da UNESCO.  Em 2006 foi restringido o número de visitantes, através da não concessão de lincenças a embarcações, que se dedicam ao transporte de turistas.

in Meia Hora





Sinceramente não percebi muito bem o conteúdo da notícia, ao que parece há lá pessoas a mais e então vão humanizar ainda mais o sítio. Infelizmente também não tive tempo para pesquisar mais informação. Mas talvez o tema Berlengas volte a surgir no Verde.
Link do postPor Marta Santos, às 22:43  Ver comentários (2) Comentar

31.5.07
Olá a todos!

Para abrir o marcador Locais Verdes, nada melhor do que falar do único parque nacional do país, Peneda do Gerês. Até porque se aproxima o Verão e este é sem dúvida um excelente sítio para passar uns dias em comunhão com a natureza.

Este parque tem caracteristicas únicas, acumulando os contrastes lindissimos da serra com uma fauna e flora bastante diversificados. No Parque, a flora de cada região relaciona-se com diversos factores, como o clima e a altitude. Até aos 1200m, a vegetação é bastante densa. Prevê-se que as florestas do Parque seriam originalmente dominadas por carvalhais. Ainda hoje é possível encontrar algumas áreas de floresta original.

Os bosques podem ser dividos em dois tipos de biótopos distintos: o bosque de carvalho alvarinho e o bosque de carvalho-negral. O primeiro ocorre em baixas altitudes, em vales quentes e abrigados. Neste bosque encontramos também espécies tão características como carvalho alvarinho, gilbardeira, medronheiro e o azereiro, entre outros.
O bosque de carvalho-negral ocorre em maiores altitudes, entre os 1200m e os 1400m, no chamado piso de montanha. Nestas zonas temos opotunidades de encontrar mirtilho, o azevinho, o vidoeiro, o teixo e o pinheiro. Acima dos 1400m subsistem o zimbro e os arbustos rasteiros.

Quanto à fauna, a área do Parque é notável pela quantidade e diversidade dos animais dignos de interesse que nela se podem encontrar, tendo sido recenseadas 226 espécies de vertebrados protegidas pela Convenção de Berna, das quais 65 pertencem à lista de espécies ameaçadas do Livro Vermelho de Portugal.

O isolamento em que permanecem as altas zonas serranas e as condições favoráveis do meio permitiram que se mantivessem aqui espécies hoje raras e únicas no mundo, como é o caso dos garranos selvagens, O garrano é um cavalo de pequeno porte que corre pelas serras do Parque e que não é estranho a quem o visita. Muitos deles já não são selvagens e pertencem aos aldeões, mas andam soltos pelas serras.

Subsistem também o javali, a raposa, o texugo, a lontra, o gato-bravo, a fuinha, o musaranho-dos-dentes-vermelhos, a marta e o esquilo. Há também espécies que têm vindo a desaparecer, como o lobo e o corço, para além do garrano. O lobo (Canis lupus), quase extinto em todo o país, ainda subsiste na Peneda-Gerês, embora com pouca representatividade. Tido como predador de gado, sofre com a perseguição do homem e com as alterações do seu habitat, nomeadamente com o desaparecimento de várias espécies que constituem a sua alimentação.Também os morcegos estão presentes na serra, assim como algumas espécies de bovinos.

No que diz respeito a aves, podem ver-se ainda o milhafre-real, a águia-de-asa-
-redonda, o falcão, o bufo-real, a coruja-do-mato e o mocho-de-orelhas-pequenas. A águia-real ainda pode ser vista, embora esteja em vias de extinção.

Mas o parque não vive só de animais e plantas felizes... Existem actualmente imensos problemas que põem em risco as espécies habitantes no mesmo. Os maiores problemas são:

A desflorestação,
o fogo,
as alterações das composições quimicas dos cursos de água (nomeadamente contaminações),
o sobre pastoreio,
pesca ilegal e caça furtiva,
e a pressão exercida pelo turismo, que implica que haja construções dentro do parque que não deveriam existir.




Portanto se querem continuar a ver imagens como estas aqui fica um conselho verde:

Preservem!!!!!

Quando forem à serra,
não deitem lixo no chão
evitem pisar a vegetação
não assustem os animais,
levem alomoço volante em vez de cozinharem,
acampem em vez de utilizarem o hotel,
evitem andar de automovel, prefiram transportes públicos, bicicletas ou mesmo a pé.
E sobretudo porque em aí o Verão não acandam fogueiras.

É tudo, espero que tenham gostado, e que registem a vossa opinião.
Link do postPor Marta Santos
Editado por Daniela em 25/06/2007 às 19:02, às 11:17  Ver comentários (8) Comentar


Olá a todos! Aqui está um novo blog "verde" por sinal, aqui ficarão registados pequenos apontamentos acerca do nosso mundo natural, ecologia, ambiente, entre outros... O objectivo? Aprendermos todos um pouco mais. Esperemos que gostem!
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