27.10.08

Nome comum: Coruja-das-torres

Nome científico: Tyto alba

 

Pertencente à Ordem dos Strigifomes, e à Família dos Tintonídeos, a Coruja-das-torres tem um aspecto inconfundível. É uma ave de médio porte, medindo entre 29 a 44cm (em adultos), com o seu peso a  variar entre 250 e 700g. Podem apresentar uma envergadura de asas até 90cm. As fêmeas apresentam, geralmente, tamanho superior ao dos machos (25%). Podem viver até 10 anos em ambiente. Apresentam uma cor acastanhada, manchas pretas nas costas e  atrás da cabeça, além de finas manchas pretas ou castanhas por todo o corpo à excepção da parte interna das asas. O seu peito, e a parte inferior do corpo, é branca, podendo apresentar uma cor acizentada ou amarelada. Os seus grandes olhos são cónicos, como é comum nos strigiformes, apresentam uma excelente visão (diurna e nocturna).

Distribui-se por toda a Europa à excepção do extremo norte, Pirinéus e Alpes. Em Portugal ocorre por todo o país, sendo mais comum no centro e sul. A Cororuja-das-torres está associada a biótipos abertos (como pastagens e terrenos agrícolas) ou semi-abertos (montados pouco densos).

Costuma nidificar em quintas, montes, moinhos, celeiros, ruínas e igrejas. A fêmea coloca entre 4 a 7 ovos nas cavidades das árvores ou edifícios, e, com a ajuda do macho, incuba-os durante um mês.

A sua alimentação baseia-se sobretudo em pequenos mamíferos roedores, mas também podem-se alimentar de pequenos pássaros, répteis, anfíbios, peixes e insectos. É uma espécie essencialmente nocturna, procurando alimento sempre alimento 1 a 2 horas depois do anoitecer e antes do nascer do sol.

Nesta altura as principais ameaças à sua sobrevivência são a intensificação da agricultura, a demolição de edifícios antigos, o aumento do uso de agro-químicos para diminuir número de roedores, abate de árvores com os seus ninhos e colisões com veículos.

 

Curiosidades: O seu pescoço pode girar 270º para compensar o facto dos seus olhos serem imóveis. Costumam balançar a cabeça da equerda para a direita quando estão curiosas. 


13.10.08

Especialistas na matéria estão de acordo: o objectivo de impedir a excessiva perda de biodiversidade que cerca de 200 países assinaram, em 2002vai fracassar. Uns dizem que o objectivo já era inantigível desde o início enquanto outros diziam que o objectivo era envergonhar os governos com o fracasso.Todos os indicadores mundiais estão direccionando o objectivo na direcção contrária, e poucos governos traduziram o objectivo para a legislação nacional.

Segundo Ahmed Djoghlaf, secretário executivo da Convenção da ONU para a Diversidade Biológica (CBD), o objectivo era atingível desde que os governos agissem urgentemente, mas acabou de admitir que os indicadores estão dizendo que é improvável.

Na semana passada, o Red List of Threatened Species, mostrou que cerca de um quarto a um terço de todos os mamíferos encontram-se em risco de extinção.

O responsável pela comissão económica da perda de biodiversidade referiu que a degradação das florestas custa à economia mundial mais por ano do que a crise bancária actual.

(Cartoon via Notas ao Café)

Link do postPor Ventura, às 22:42  Comentar

28.7.08

 

Nome vulgar: Lobo Ibérico.
Nome Científico: Canis lupus signatus
Área de Distribuição: Península Ibérica.
Habitat: Floresta, serras e planícies.
Hábitos alimentares: A alimentação é muito variada, dependendo da existência ou não de presas silvestres e dos diferentes tipos de pastoreio de cada região. As principais presas silvestres deste predador são o javali, o corço e o veado, enquanto que as presas domésticas mais comuns são os ovinos, os caprinos, os bovinos e os equinos. Pode também predar cães e alimentar-se de cadáveres de outros animais (necrofagia).
Comprimento: Entre 1,40 m e 1,80 m
Peso: Machos entre 30 a 40 kg, e fêmeas entre 25 a 35 kg.
Período de gestação: cerca de 2 meses.
Número médio de crias: 3 a 8
Longevidade: Em cativeiro, há registos de exemplares que viveram até aos 17 anos.
Estatuto de conservação: Em Perigo (Livro Vermelho dos Vertebrados ICN, de 1990)
Causas de declínio: perseguição directa (p.ex. veneno) e o extermínio das suas presas silvestres. O declínio é actualmente agravado pela fragmentação e destruição do habitat e pelo aumento do número de cães vadios/assilvestrados
A subespécie de lobo que habita a Península Ibérica designa-se cientificamente por Canis lupus signatus e foi descrita por Angel Cabrera em 1907. Outrora distribuindo-se por toda a península, actualmente encontra-se circunscrita às regiões do Centro-Norte e Norte.
Estima-se que na Península Ibérica, sobrevivam cerca de 2000 lobos, dos quais 300 em território português. Durante o século XIX os lobos eram numerosos em Portugal ocupando todo o território nacional. Contudo, já em 1910 era notório o seu declínio e apesar do actual estatuto de conservação do lobo, os estudos até agora realizados sugerem que a população lupina em Portugal continua em regressão, encontrando-se actualmente confinada à região fronteiriça dos distritos de Viana do Castelo e de Braga, à província de Trás-os-Montes e parte dos distritos de Aveiro, de Viseu e da Guarda. As causas do declínio do lobo são, fundamentalmente, a perseguição directa e o extermínio das suas presas selvagens - veado e corço. O declínio é actualmente agravado pela fragmentação e destruição do habitat e pelo aumento do número de cães assilvestrados.
.A perseguição directa movida por pastores e caçadores - caça furtiva com armas de fogo, remoção das crias das tocas, armadilhagem e envenenamento - deve-se à crença generalizada que o lobo ataca o homem e os animais domésticos. A escassez de presas naturais, provocada pela excessiva pressão cinegética sobre os cervídeos e pela destruição do habitat, leva a que, de facto, os lobos por vezes ataquem os animais domésticos. No entanto, em áreas onde as presas naturais abundam, os prejuízos provocados pelo lobo no gado são quase inexistentes. Ao mesmo tempo, pensa-se que presentemente existam centenas de cães abandonados a vaguear pelo país, que competem com o lobo na procura de alimento, sendo provavelmente responsáveis por muitos dos ataques a animais domésticos incorrectamente atribuídos ao lobo. Em relação ao ataque a humanos, existe apenas uma informação comprovada que se refere a um animal com raiva, doença que, felizmente, já há muitos anos se encontra irradicada de Portugal.
 O lobo só sobreviverá se lhe proporcionarmos refúgios adequados e alimentação natural (corço, veado, e javali), e aceitarmos que cause algumas baixas nos rebanhos, sendo os pastores indemnizados, sempre que o ataque seja comprovadamente atribuído ao lobo. A reintrodução de cervídeos - veado e corço - é fundamental para a sobrevivência dos nossos últimos Lobos Ibéricos.
Fonte: Grupo Lobo
Para saber mais sobre o Lobo Ibérico:

Grupo Lobo

Signatus.org (em castelhano)

Lobo Ibérico na Naturlink

Lobo Ibérico na Ecotura

Lobo Ibérico na Carnivora

Associação de Conservação do Habitat do Lobo Ibérico


20.4.08

A Lagoa dos Salgados - situada entre os concelhos de Silves e Albufeira -, uma das mais importantes zonas ecológicas do Algarve, sofreu um esvaziamento na semana passada que está a criar alvoroço no seio de várias associações ambientais.


Como está junto a um campo de golfe - propriedade da Herdade dos Salgados - e para evitar inundações, no Inverno, é costume abrir um canal até ao mar. No entanto esta acção foi feita em plena Primavera, altura em que as aves estão a nidificar.


A lagoa já foi aberta duas vezes este ano mas a esta altura do ano não devia ter sido feito. A zona parece um deserto. Milhares de aves desapareceram totalmente”, confessa João Ministro, da associação Almargem.


Aves como o Pernilongo (Himantopus himantopus), o Camão (Porphyrio porphyrio), o Papa-Ratos (Ardeola ralloides) ou a Garça Vermelha (Ardea purpurea), que usam a área de 149 hectares para nidificar durante a Primavera, já não o vão fazer este ano, garante João Ministro, afirmando que algumas terão fugido para a Ria Formosa, não se sabendo se já teriam começado a nidificar. Ao todo, no pico da época de nidificação, a Lagoa dos Salgados chega a albergar perto de 1500 aves.


João Ministro sublinha ainda que o campo de golfe foi mal planificado, já que está construído sobre uma zona de leito da Lagoa dos Salgados, o que leva a ser esvaziada mais vezes que o normal e ressalva que há maneiras menos agressivas para libertar a água, como a bombagem, mas que envolve custos mais elevados.


A lagoa fecha naturalmente, o que demora entre duas a três semanas, mas a ondulação não tem estado muito forte, por isso deverá demorar mais tempo”, admite.


Por enquanto ainda não foi feita qualquer queixa por parte da Almargem ou outra qualquer associação, mas a hipótese não está fora de questão: “Estamos a ver a situação com algumas associações de defesa do ambiente, incluído a SPEA, e vamos tomar decisões em breve”.


Recorde-se que a SPEA chegou mesmo a cancelar uma visita programada de observação de aves, devido à nova situação da lagoa.

 

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-Alg) confirmou que a abertura da Lagoa dos Salgados foi autorizada pela entidade: “Após um episódio intenso de precipitação, e tendo o nível da lagoa subido bruscamente, optou-se por autorizar a abertura da barra nesta altura", adianta a CCDR-Alg.

(fonte)


15.1.08
Um juiz do Tribunal Federal da Austrália declarou hoje ilegal a caça de baleias na reserva marítima australiana na Antárctica, abrindo um precedente que impedirá empresas baleeiras japonesas de continuar aquela prática na região.

O magistrado australiano decidiu a favor da queixa apresentada em 2004 pelo grupo ambientalista Humane Society International contra a companhia baleeira japonesa Kyodo Senpaku Kaisha.

A organização não-governamental acusa a companhia nipónica de ter morto e ferido 1.253 baleias Minke (Balaenoptera bonaerensis) , nove baleias Fin (Balaenoptera physalus) e um número indeterminado de baleias Jubarte (Megaptera novaeangliae) no santuário marítimo declarado pela Austrália na Antárctica.

De acordo com a sentença proferida pelo Tribunal Federal australiano, a acção japonesa viola a Lei de Conservação da Biodiversidade e Protecção do Meio Ambiente da Austrália e, caso não seja suspensa, levará à extinção das populações de baleias na zona protegida.

O precedente pode levar a que o Governo australiano - um dos maiores críticos à caça de baleias - tome medidas mais drásticas para impedir que os baleeiros japoneses continuem a operar nessa região.

No entanto, o juiz do Tribunal Federal observou que os autores do crime não podem ser detidos fora do território australiano, pelo que o Governo precisa de obter a jurisdição (soberania legal) sobre o santuário marinho da Antárctica, criado em 2000 e não reconhecido por Tóquio.

Esta situação já chegou aos mais altos responsáveis políticos australianos, com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Stephen Smiths, a pedir «cautela com a sentença» para não perturbar as relações diplomáticas com o Japão.

Já o ministro do Ambiente, Peter Garrett, anunciou que apoiaria qualquer requerimento nos tribunais para impedir a caça.

Actualmente a Austrália está a acompanhar de perto a situação e a vigiar a frota pesqueira nipónica a partir do navio «Oceanic Viking», do Departamento de Alfândegas australiano, e através de meios aéreos que registam todas as ocorrências.

Por causa desta intervenção, o governo japonês já se viu obrigado a suspender a caça de 50 baleias corcundas (ou jubarte), que inicialmente tinha autorizado para este ano.

Também a organização ambientalista Greenpeace está presente no local para impedir que os baleeiros nipónicos capturem baleias na zona protegida da Antárctica.

Na segunda-feira, uma perseguição levada a cabo pela organização ambientalista obrigou uma frota baleeira japonesa, constituída por seis navios, a abandonar a área de caça.

O Japão anunciou que este ano que pretende caçar mais de 1.300 baleias, alegando que quer realizar «estudos científicos», o que, segundo os grupos ecologistas, não passa de uma forma encoberta para efectuar capturas comerciais.

Em declarações à agência de notícias espanhola EFE, a Agência de Pesca Japonesa referiu hoje que a decisão do juiz australiano «não é vinculativa», afirmando que a zona onde as frotas baleeiras nipónicas operam «estão sob jurisdição internacional».

A Comissão Baleeira Internacional pediu em Junho passado ao Japão que suspendesse o seu «programa científico», após uma resolução não vinculativa patrocinada pela Austrália, mas Tóquio continua a ignorar essa recomendação.

A Comissão mantém desde 1986 uma moratória sobre a caça de baleias com fins comerciais, apesar das pressões japonesas para permitir capturas em pequena escala.

A Noruega é o único país do mundo que permite a caça comercial de cetáceos, mas o Japão e a Islândia caçam mais de 2.000 baleias por ano com fins «científicos».

O Japão sempre defendeu o seu direito à caça, argumentando que o consumo de carne e produtos derivados da baleias faz parte da cultura japonesa. A carne de baleia é altamente valorizada pelos consumidores japoneses e alcança valores de mercado muito elevados.

Diário Digital / Lusa

3.12.07

E a ignorância dos nossos governos continua a permitir esta vergonha...

John Sherffius, «Boulder Camera/Copley News Service»

(Notas ao Café...)


5.11.07
Nome comum: Papa-Ratos
Nome científico: Ardeola ralloides
Nome em inglês: Squacco Heron
Pertencente à família Ardeidae (família das garças), o Papa-ratos é uma garça de tamanho médio, com plumagem branca no abdómen e asas, e pardacenta no dorso, o qual na época de reprodução, adquire uma coloração castanho-alaranjada. Habita em zonas inundadas de água doce, pouco profundas e com vegetação densa onde forma, geralmente, uma minoria em colónias mistas de garças. Procura alimento em pântanos de água doce permanentes, arrozais e zonas adjacentes de sistemas de irrigação. Zonas ricas em peixe e anfíbios, são essenciais para conservação da população nidificante. Nidifica geralmente perto de água em densas áreas de árvores e arbustos, ou caso estes não existam em caniçais. Descansa em árvores, com outras espécies da família Ardeidae. Algumas das árvores onde foram construídos ninhos podem ser utilizadas como dormitório fora da época de nidificação.
Procura alimento ao anoitecer e ocasionalmente durante o dia, sozinho ou em pequenos grupos. Alimenta-se sobretudo de larvas de insectos, anfíbios e pequenos peixes. Também insectos, aranhas, crustáceos, moluscos e excepcionalmente pequenas aves. Nidifica em colónias mistas com outras espécies de garças. Os requisitos fundamentais para a nidificação são a segurança, a ausência de perturbação, a protecção contra o mau tempo e a disponibilidade de materiais para a construção dos ninhos. O ninho é construído entre 2 a 20 m acima do solo ou da água, em árvores (Salix) ou outros arbustos e juncais. Casal monogâmica de duração sazonal, participando ambos os progenitores na criação e alimentação dos juvenis. As crias são nidícolas.
A sua distribuição estende-se desde o sul da Europa, Sudoeste Asiático até à região do Mar Aral, assim como na zona tropical de África e no Norte de África. A maioria das espécies de Papa-Ratos do Paleártico Ocidental migra para a zona tropical do Norte de África, e em menor proporção para Marrocos, Mediterrâneo, Iraque, Irão e Golfo Pérsico. A sua área de distribuição potencial em Portugal, situa-se a sul do Tejo.
Para além do seu interesse científico e importância como parte do nosso património biológico, o Papa-ratos, assim como o resto dos Ardeídeos, pertencendo ao topo da cadeia alimentar, pode funcionar como indicador biológico das biocenoses aquáticas permitindo definir critérios de avaliação relevantes no âmbito da conservação de zonas húmidas.
Uma das maiores ameaças à espécie foi o comércio de penas que ocorreu durante o séc. XIX e princípio do séc. XX, que afectou principalmente as populações da Europa e Ásia. Posteriormente, como consequência da industrialização e aumento da densidade populacional humana, surgiu outra séria ameaça - a fragmentação e destruição do habitat. A estrita associação que estabelecem com zonas húmidas torna-as susceptíveis a fortes pressões humanas de vária ordem: poluição, actividades do sector primário (agricultura, pastoreio, pesca) e actividades recreativas (motas de água, esqui aquático, caça), não estando as colónias aí existentes protegidas devido à fácil acessibilidade destes habitats.
Nos últimos anos, e de acordo com contagens realizadas em Espanha, França e Itália, onde existem as colónias mais significativas na Europa Ocidental, as populações desta garça têm vindo a aumentar devido à criação de reservas, implementação de medidas de protecção e redução de predadores. Outro factor que permitiu este crescimento foi a sua adaptação a habitats transformados, como é o caso dos arrozais, utilizados como zonas de alimentação e que suprimem em parte a ausência de áreas naturais inundadas. Contudo, têm surgido problemas devido a mudanças nas práticas agrícolas que conduzem à redução e contaminação das populações-presa, como sejam a introdução de métodos de irrigação mais eficientes e a utilização de pesticidas. De facto, o uso massivo de compostos químicos afecta toda a cadeia alimentar provocando um efeito tóxico cumulativo nos predadores do topo.
As alterações climatéricas que têm ocorrido nas últimas décadas agravam situações de seca, provocando o desaparecimento de zonas húmidas pondo em perigo todas as espécies que delas dependem, como é o caso do Papa-ratos que prefere áreas de climas quentes, onde este problema tem sido mais acentuado.

22.10.07

Nome comum: Abetarda comum
Nome científico: Otis tarda
Nome em inglês: Great Bustard
Pertencente à família Otididae, a abetarda-comum (Otis tarda) é uma ave estepária da ordem gruiformes. É a mais pesada das aves europeias, sendo dificilmente observável quer pela sua timidez quer pelo decréscimo acelerado da sua população. Na Europa a sua presença encontra-se limitada à Rússia e à Península Ibérica, em habitats relacionados com a prática de agricultura cerealífera extensiva. Em Portugal existirão algumas centenas, essencialmente no Alentejo.

É uma ave grande, chegando os machos a medir 90 centímetros de comprimento e a pesar 16Kg, mas com único meio de defesa: o vôo. Por causa disso, ela é extremamente esquiva e assustadiça. A menor mudança em seu ambiente familiar provoca sua suspeita, e até mesmo simples pedra revirada pode torná-la cautelosa. Nunca se arrisca. Prefere correr, levantar vôo e fugir. A sua plumagem é castanha com listas pretas no dorso possuindo o peito e a zona da cabeça branca. Passa o seu tempo escondida entre as plantações de cereais e nas estepes da Europa oriental, Norte da África e Espanha. No inverno é encontrada também na Austrália, na Índia, no sul e no centro da África. Mas esconder-se, no seu caso, não é fácil, pois é uma das maiores aves.

A abetarda vive em bandos de cerca de 20 indivíduos, alimentando-se plantas, sementes e insetos. Em Fevereiro, começa a estação de acasalamento e o comportamento dessa ave muda muito: os grupos desfazem-se e as aves andam sem rumo, até o início da época em que vão para o campo construir ninhos. As fêmeas costumam por 2 a 3 ovos de cada vez e o periodo de incubação leva aproximadamente 24 dias. Estranhamente, quando nascem os filhotes, essa ave cautelosa passa a atrair os intrusos. É o seu jeito de afastá-los do ninho e assim proteger os filhotes.


27.8.07

Um grupo de turistas teve a desagradável surpresa de assistir à arpoagem, por pescadores nipónicos, de uma baleia que tinham acabado de observar ao largo da ilha de Hokkaido (norte do Japão), escreve hoje o diário Mainichi Shimbun.

As duas dezenas de turistas, entre os quais estrangeiros, viajavam numa embarcação de observação na esperança de ver cetáceos no mar de Okhotsk e de facto viram uma baleia no estreito de Baird, mas esta estava a ser arpoada por um um navio baleeiro.

Segundo o jornal, vários turistas sentiram-se nauseados perante o sangrento espectáculo e as crianças entraram em choque.

A baleia de Baird (Berardius bairdii), contudo, não é considerada uma espécie ameaçada, de acordo com o jornal Mainichi Shimbun.

As saídas para o mar para observar cetáceos tornou-se uma indústria em plena expansão em Hokkaido e noutros lugares do Japão, mas esta actividade dificilmente se conjuga com a tradição nipónica da caça à baleia.

O Japão contorna todos os anos a moratória internacional em vigor desde 1986 pescando um milhar de baleias para fins «científicos», o que lhe vale sistemáticas criticas das associações ecologistas anglo-saxónicas.

O governo japonês esforça-se por defender a práctica de caça à baleia, que considera como fazendo parte das tradições culturais e culinárias nacionais.

Diário Digital / Lusa

Link do postPor Ventura, às 21:37  Comentar

14.8.07


Na minha zona, junto à serra dos Candeeiros o alecrim é algo que sempre esteve presente, e onde os nossos avós nos contam histórias em que se faziam grandes fogueiras de alecrim pelos santos que perfumavam toda a aldeia, mas os tempos mudam e hoje o alecrim está integrado em zonas protegidas e já nada é como antes.

O alecrim ou rosmaninho (Rosmarinus officinalis) é um arbusto comum na região do Mediterrâneo. Devido ao seu aroma característico, os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim significa orvalho do mar.

Arbusto muito ramificado, sempre verde, com hastes lenhosas, folhas pequenas e finas, opostas, lanceoladas. A parte inferior das folhas é de cor verde-acinzentada, enquanto a superior é quase prateada. As flores reúnem-se em espiguilhas terminais e são de cor azul ou esbranquiçada. O fruto é um aquênio. Floresce quase todo o ano e não necessita de cuidados especiais nos jardins.

Toda a planta exala um aroma forte e agradável. Utilizada com fins culinários, medicinais, religiosos, a sua essência também é utilizada em perfumaria, como por exemplo, na produção da água-de-colônia, pois contém tanino, óleo essencial, pinere, cânfora e outros princípios ativos que lhe conferem propriedades excitantes, tônicas e estimulantes.

A sua flor é muita apreciada pelas abelhas produzindo assim um mel de extrema qualidade. Há quem plante alecrim perto de apiários, para influenciar o sabor do mel.


Quis também a tradição que se fizesse uma música sobre este agradável arbusto. Pergunto-me se todos vocês a conhecerão...

Alecrim, alecrim aos molhos,
por causa de ti choram os meus olhos.
Ai, meu amor, quem te disse a ti
que a flor do monte era o alecrim?!


Alecrim, alecrim dourado,
que nasce no monte sem ser semeado.
Ai, meu amor, quem te disse a ti
que a flor do monte era o alecrim?!
Link do postPor Marta Santos, às 13:05  Ver comentários (4) Comentar


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