20.5.08

Nome Comum: Andorinha-do-Mar-Anã ou Chilreta

Nome Científico: Sterna albifrons

Nome em Inglês: Little Tern

 

A Andorinha-do-mar-anã é uma pequena ave marinha pertencente à Ordem dos Charadriiformes, onde também se incluem as gaivotas, embora numa família distinta - Sternidae-. É uma espécie migradora, cuja população da Europa Ocidental percorre duas vezes por ano o longo trajecto entre as zonas de invernada, na costa ocidental africana, e as áreas de nidificação, nas costas europeias.

Possuindo um comprimento de 22 a 24cm e uma envergadura de aprximadamente 50cm possui o dorso cinzento; peito, ventre e cauda brancos; asas maioritariamente cinzentas com as penas das extremidades mais escuras; coroa e nuca pretas; testa branca. O seu bico é amarelo com a extremidade preta (na Primavera e inicio do Verão).

A sua alimentação baseia-se sobretudo em pequenos peixes e crustáceos e também insectos, anelídeos e moluscos.

Chegam ao nosso país no mês de Abril onde escolhe e prepara o local do ninho. Nidifica principalmente em colónias, geralmente em grupos de 2 a 50 casais, em zonas abertas junto à água: ilhas isoladas ou penínsulas, praias arenosas ou com conchas, lagoas costeiras, estuários e complexos de salinas.  Em meados de Maio realiza-se a postura de 1 a 3 ovos levando cerca de 20 dias de incubação. Em Junho as crias nascem, acabando por deixar o ninho com 4 a 5 dias de idade procurando refúgio em zonas com vegetação. Levam cerca de 20 dias até estarem aptas a voar.

Entre Agosto e Outubro realiza-se a migração outonal. As crias migram acompanhadas pelos progenitores, sendo ainda alimentadas por estes 2 a 3 meses após efectuarem os primeiros voos.

Embora tenha sido considerada uma espécie comum em Portugal, a Andorinha-do-mar-anã tem actualmente uma distribuição restrita no nosso país, condicionada pela existência de habitat apropriado que não esteja sujeito a uma elevada pressão humana durante a época estival.

É relativamente fácil de observá-la em diversos sectores da costa portuguesa, principalmente no litoral algarvio, mas também nos estuários do Tejo e do Sado, na Ria de Aveiro ou na Lagoa de Santo André.

Como mera curiosidade, a Sterna albifrons é a Andorinha-do-mar europeia mais pequena.


6.8.07


Olá a todos,  hoje apresento-vos uma espécie nativa da ria Formosa. Os Nudibrânquios.
Os nudibrânquios são pequenos seres vivos marinhos, de cores e formas exóticas, cuja espectacularidade atrai tanto biólogos marinhos como fotógrafos submarinos.
O nudibrânquio cujo nome significa literalmente "com as brânquias ao nu", é um amável caracol sem concha. Ele tem o aspecto de um babado, mas com muita mobilidade, sendo impelido por meio de movimentos ondulatórios de seu corpo. Esta sinuosidade de movimentos e as cores vistosas do seu manto, lhes deram o apelido de "dançarino espanhol".




Existem cerca de 3000 espécies no Mundo, quase todas de água salgada, desde as regiões tropicais até aos mares da Antártida. O seu tamanho varia entre os 3 mm e os 28 cm, medindo a maioria entre 5 a 7 cm.Os hábitos alimentares e as estratégias utilizadas por este grupo de seres vivos na defesa contra predadores, e no ataque a presas, são extremamente eficazes. Estão muito bem preparados para se defenderem dos predadores, normalmente peixes de pequeno e médio porte, uma vez que podem assumir a cor das suas presas, onde se refugiam. Esta característica é também extremamente útil quando pretendem atacar anémonas, esponjas, etc.




Todas as espécies de nudibrânquios conhecidas são carnívoras, e a maioria são predadores especializados, muito selectivos no tipo de presas. Dentro de uma mesma família é normal encontrar diferentes espécies a alimentarem-se de presas muito semelhantes.
O nudibrânquio não tem armas próprias que assegurem sua defesa perante os predadores, por isso deverá pedir emprestado. Com este fim, o nudibrânquio vai à procura de uma anêmona, animais imóveis que vivem fixos ao fundo e que são conhecidos por suas células urticantes. O nudibrânquio não só é imune ao veneno poderoso das anêmonas mas, ao ingerir o mesmo, acumula-o em suas brânquias onde trabalhará como um poderoso urticante aos que o atacarem para comer.



A reprodução do nudibrânquios não é menos espetacular. São animais hermafroditas onde cada metade é beneficiária simultânea de óvulos e espermas, ou seja, na cópula entre dois animais, ambos são fecundados mutuamente e ambos procriarão. O hermafroditismo aumenta o potencial reprodutivo das espécies, uma vez que todos os indivíduos têm procriações e não apenas a metade deles. No caso do nudibrânquios, os filhotes quando nascem já possuem veneno que os pais o transmitem de forma que podem se defender até achar sua própria anêmona.



Talvez a coisa mais surpreendente é que os nudibrânquios não matam a anêmona, ficando satisfeitos ao consumir um ou dois dos seus braços, permitindo então ela se regenere. O por que desta atitude é uma pergunta que os cientistas procuram responder há muitos anos. Talvez a capacidade de seu estômago não lhe permite devorar uma anêmona inteira.

Mas, também é possível que o nudibrânquio queira preservar viva a fonte abastecedora do veneno que o mantém vivo. Talvez um raciocínio muito complicado para um caracol. Um raciocínio que os homens parecem não aplicar ou pelo menos não entender. Um mistério para resolver.

 

Agora ficam algumas imagens das espécies nativas de Portugal:

 


 


 


 

 

 

Entre outras para saberem mais acerca destes fascinantes animais podem consultar os seguintes links:

 

http://teste.net4.com.br/sgc/base/new4web.asp?idn=935

 

http://www.geocities.com/rui_biologia/docs/bedja.htm

http://www.narwhal.com.br/nudibranquios.htm

http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=6998&iLingua=1

Link do postPor Marta Santos, às 12:35  Ver comentários (8) Comentar


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