31.7.07
Esta semana e em sequência do post acerca do lince ibérico vou apresentar-vos a serra da Malcata, situada entre a Guarda e Castelo Branco, bem num interior do país. Infelizmente não tive muito tempo para fazer um trabalho como eu gosto com mais imagens e mais informação, mas infelizmente aliado à falta de tempo e excesso de calor, o que causa preguiça a minha net não ajudou nada pois estava constantemente a bloquear.




Paredes meias com Espanha, a Malcata é terra de horizontes, suavemente, ondulados sem qualquer acidente evidente a quebrar-lhe a forma. Nas vertentes mais sombrias ou em depressões mais profundas surgem bosquetes de carvalho e florescem giestas, medronheiros e urzes.


Nas encostas mais quentes, o azinhal coabita com o manto viscoso das estevas. As linhas de água são decoradas por galerias de amieiros, freixos e salgueiros. Aqui e além escondem-se aveleiras e cerejeiras-bravas, carquejas, folhados, castanheiros e sobreiros. Arborizações recentes e uniformes, assentam em pinheiro e eucalipto. A cota mais elevada situa-se no Alto da Machoca, com 1.078 metros

Terra de matagal mediterrânico, a Malcata é, também, terra de lince, o mamífero mais ameaçado no nosso território. Espécie em perigo de extinção segundo os Livros Vermelhos de Portugal, Espanha e da UICN; espécie estritamente protegida pela Convenção de Berna; espécie de interesse comunitário que requer a designação de zonas especiais de conservação exigindo uma protecção rigorosa de acordo com a Directiva Habitats da União Europeia; espécie cujo comércio está sujeito a estrita regulamentação pela Convenção Cites... Quiçá, bem escondido por entre a folhagem, o lince furta-se ao olhar fazendo-nos, inclusive, duvidar da sua própria presença.

Entretanto, esforços ingentes estão a ser feitos de modo a garantir a sua salvaguarda.



 

 

É uma zona rica em diversos habitats naturais como:

  • Florestas e matas (floresta com espécies de folha caduca;

  • floresta com espécies de folha persistente),

  • Matos (matos esclerófilos),

  • Zonas húmidas (águas paradas doces);

  • cursos de água; vegetação ribeirinha),

  • Áreas rochosas (falésias/fragas rochosas),

  • Zonas artificiais (terra arada; campos e pomares perenes; plantações florestais)






Fauna (ver mais
aqui):

Esta zona tem uma importante fauna onde se destaca o Lince Ibérico já acima referido entre outros mamíferos como o gato selvagem
O sítio tem importância para aves de rapina nidificantes, sendo um dos dois sítios conhecidos onde já se verificou a nidificação de Abutre-preto. E onde habitam um significativo número de aves em perigo.
A sua natureza permite a existência de um elevado número de répteis anfíbios e os seus cursos de água diversas espécies piscícolas.








Flora (ver mais aqui)

Na zona sul da serra, a exploração mais do que centenária do solo, provocando a sua erosão conduziu à substituição do sobro (Quercus suber) pelo azinho (Quercus rotundifolia), árvore menos exigente e melhor adaptado a solos pobres e pedregosos.
A rarefacção do sobreiro é evidente; a azinheira surge isoladamente ou em pequenos grupos, dispersa pelos matos, bem como em pequenos bosquetes localizados ao longo do rio Bazágueda e seus afluentes em locais de difícil acesso.
Nas regiões centro e norte da Reserva Natural a vegetação arbórea é dominada pelo carvalho negral ou carvalho pardo das Beiras (Quercus pyrenaica).

Os matos são o elemento dominante do coberto vegetal da Reserva Natural da Serra da Malcata apresentando aspectos distintos conforme aparecem em exposição setentrional ou meridional, em maior ou menor altitude ou consoante a composição florística das formações arbóreas que os originaram.


Ao longo das principais linhas de água - rios Bazágueda e Côa e ribeira da Meimoa - encontram-se bosques ripícolas de apreciável dimensão.

Como chegar (ver aqui)


 



 


 


Podem sempre consultar aqui os caminhos pedestres da zona para uma maior comunhão com a natureza.


Link do postPor Marta Santos, às 00:00  Comentar

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